sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Chora sabiá


Chora sabiá
Em seu cântico de chuva, que não vem

Pela vasta paisagem seca que se vê
Pelo horizonte encoberto de fumaça;
Em que matas, o fogo castiga.

Chora sabiá 
Pelos frutos, que não se seguram.

Chora sabiá 
Pelo ardente calor.

Chora sabiá 
Para que nuvens carregadas voltem logo
Para que a vida fique mais verde
E o ar fique mais límpido.

Para que tu sabiá! 
Volte á cantar  sereno nas manhãs; 
De neblina e orvalho

E não triste;
Nas tardes 
De ardente calor.

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