segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Além da eternidade


Para lá há um lugar que muitos vão, e nunca voltam.
Onde os bons vão
 E bons para sempre ficam.
Um lugar em que o mal nunca os perturbará
Que a dor não existirá
Pois a alma quando em passagem não adoeceram
Para lá há um lugar, onde escuridão nunca existirá
Pois a luz plena irradia

Para lá há um lugar onde os bons vão, e nunca voltam.

Relatos de uma mãe

Relatos de uma mãe, que do seu ventre para ele deu vida.
E triste ao pó da terra lhe devolve.

Ninguém lhe amou  como eu amei
Sonhou como eu sonhei
Nunca lhe sorriram como eu sorri
Nem cuidaram como eu cuidei
E perdoaram como eu perdoei
Não choraram com sua partida
como eu chorei.
Amor, sonhos, felicidade, carinho e perdão lhe dei.
E com ele para terra se vão.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Pessoas não vivem o hoje, almejam o amanhã


Pessoas não vivem o hoje, almejam o amanhã!

Muitos não se dão a oportunidade, de  hoje;
Se perdoarem, amarem, abraçarem, ajudarem;
Consolarem, visitarem, despedirem, agradecerem, comemorarem,
encontrarem, degustarem, divertirem;
Correrem, rezarem, arrependerem, sonharem;
concretizarem, cantarem, dizerem, encorajarem;
Sorrirem, ouvirem, expressarem, pacificarem, ensinarem, compartilharem;
Escreverem, estudarem...

De serem felizes hoje, ao invés de confiarem,
em um amanhã talvez não real.

domingo, 22 de novembro de 2015

Visões para sonata


Ele olha pela janela e vê, a criança
sobre o colo da mãe,
Felizes e sorridentes,
Se aquecem com o vapor da lareira.

Um pai que ao som do segundo grave de sonata;
Eleva seus olhos ao alento e vê o cair da
neve esplendida, e se recorda de tempos tão difíceis.

Olha pelo vidro, e á sua volta a imensidão branca,
já cobrira tudo.

Distante avista um vale, na qual algumas árvores
a neve encobriu suas folhagens;
 E outras mantém seus
trocos negros e sombrios.

E ao meio das árvores, há uma estreita passagem onde
não se enxerga o fim.

De repente olha para o lado, e avista a mãe abrir a porta;
Saí ela para fora com a criança, e em um momento
que se distraí, a 
inocente criança, toda sorridente já corre em disparada;
em direção ao vale da estrada sem fim.

O pai desesperado grita, e tenta correr para fora;
porém sem exito, pois a porta se tranca.

Volta ele á janela, e a sua amada, já corre
atrás do pequeno
Por um momento se volta para atrás, dá um olhar
meigo para seu amado e como um soprar do vento.
Desparece pelo vidro da janela.


De repente ele se desperta, mas ainda por longas datas;
Eis de buscar em visões de sonata, o caminho para aquele vale.
Onde sua amada, e o pequeno viverão com ele,
sem nunca mais perde-los.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A corrupção

Quem é ela? 
que está infiltrada,
como uma escória,
nos berços da sociedade.

Que é o declínio moral e
ético de cidadães.


Que coloca em dor! 
o choro incessável,
da criança na fila do hospital

Que suga como um sanguessuga,
o suor exalado 
por muitos todos os dias.

Que poem em lágrimas,
a bandeira do progresso

E poem em xeque!
sonhos de uma nação.

sábado, 24 de outubro de 2015

Lembranças de um caipira


Que sardades da véia roça, meu sinhor!

Medo? medo de ladrão
Lá nois tinha não sinhor!

Pavó mermo era de cobra cascaver, 
onça braba e di assombração

Acougue? Lá nois tinha não sinhor!
Carne pra nois era mermo ovo, 
e galinha que a muié fazia.
E se enjuasse, alzor na água nois jogava
para um peixinho tentar pegá.

Café da manhã nosso, era arroz
remechido com ovo.
O leite era tirado bem cedo da vaca malhada,
nois fervia pra um baita copão tomá

Ventiladó? Lá nois tinha não sinhor!
A janela durmia aberta, pra  rede refrescá

Celulá? Lá nois tinha não sinhor!
Quando pricisasse telefoná
Na vila nois ia pra o orelhã usá

Computadô? Lá nois tinha não sinhor!
O radim com pilas, e intena de bambu,
nois conseguiá ouvi nutiças

Despertadó? Lá nois tinha não sinhor!
O véi galo qui cantava as horas pra nois

Geladera? Nois não tinha não sinhor!
Cumida nois fazia pru dia, e o pexe nois sargava 
no varar

Água incanada nois tinha, purque a roda di água
do rio nois puxava

I pra bebe no véio filtro de barro nois bebia

Moto? Nois tinha  não sinhor!
O cavalo manso nois arriava e todo aprumado
ele corria

Que sardades da véia roça
Antes do sor sair, a inchada o facão
nos ombro colocavá

Banana, laranja, mamão, chuchu, abacaxi, quiabo,
melancia, abobora, e mandioca nois plantava

Que sardades seu moço da véia roça!
Que o cansaço e a saúde tirou

E pra pertó do meus fís na cidade
nois fumos morar


I pensando na véia roça sinto sardades,
daquele tempo, que os mermos ventó 
que para lá me soprava, 
esse também di lá nos levó.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mundo irreal



Preferiria acreditar em um mundo

Que todas pessoas se amassem
E o  mal não existisse

Em que espinhos não ferissem

Onde sonhos não fossem abstratos.

E  vidas jogadas ao relento das ruas
não existissem!

Nem que sorrisos escondessem dores

O mundo de todas as coisas
Irreais.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

casinha de sapê


Vou construir uma casinha de sapê
 no mais alto daquelas
colinas.
Mas lá não haverá
cama e nem colchão

Tão pouco fogão
Nem se quer, ar condicionado.

Pois  a minha rede pelos 
pilares de madeira irá balangar

O meu fogo sobre brasas ei de me servir

A brisa gelada entre as fresta da janela, 
ressoará.

Aquele riacho que há lá em baixo, a fome
e a sede nele cessarei


Para lá levarei a bela menina,
Dela meu horizonte á fará deusa.

sábado, 10 de outubro de 2015

Prisão sem fim

Pássaros presos 
não revoam
Corações em prisão, 
não amam!

Olhos entre grades,
 não enxergam longe!

Pessoas entre guerras, 
tormentos vêm de todos lados!

Os enfermos as luzes, 
lhe cegam os olhos!

Este mundo enquanto
 é bom para alguns

Para outros
 é uma triste, 
prisão sem fim.







O eterno poeta

 O eterno poeta,
que o mundo 
talvez nunca conheça;

Mas que o coração 
Já conhece.

Um cidadão 
que busca 
ser integro e ético;

Que se dá bem 
com os bons, 
E se esforça 
Para ser melhor 
com os más.

Aquele que tem medos,
 Mas busca forças 
para vence-los.

Que as vezes 
Derrama lágrimas sozinho,
E busca em paciência 
cessa-las.

Que prefere 
não acreditar 
na impossibilidade.

Aquele eterno poeta! 
Que ninguém 
o conhece,
Porém  o coração 
já conhece.


Dias de chuva

Dias de chuva
São  sempre passageiros!

O barulho sobre o telhado 
A brisa úmida entra pela janela
O ar, inspira mais suave
E  me concedem uma paz tão pura
e natural.

Sintonizo meu som
Em  harmoniosa
música clássica.

Pego meu piano 
E tento acompanhar 

Olho pela janela
E observo cada gota de chuva cair
 Em perfeita sincronia
 Para seu espaço ao chão preencher.

Sobre as copas das árvores, 
Avisto pássaros encolhidos se acolhem

Dias de chuva
São  sempre passageiros
As vezes podem tardar á voltarem

Mas são minutos e horas
que me inspiram sempre
Em estar sempre em harmonia
  E alcançar
a perfeita paz.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Vida para um outro eu


Certa vez!
Ao ouvir cânticos de despedidas
Fiquei pensando na vida 
Que levo 
Para um outro eu

Se tenho preocupações demais, 
Tiro a paz de mim 
E de meu outro eu.

Por que  não,
levar sempre a vida
Na simplicidade?


 Se após o corpo cessar!
Só  restará de mim, 
O meu outro eu.

E quando para mim,
Cantarem despedidas

 Só quero estar com a paz de mim; 
Em meu outro eu.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Eu não almejo riqueza

Eu não almejo riqueza
e sim a felicidade plena!

Um cantinho só para eu
e meu amor

Dias que não se tenha
preocupações e sim predomine
a normalidade

Um ranchinho que sossegado
eu possa pescar

Que gargalhadas sejam rotinas
e tristezas raras

Onde apertos de mãos haja sempre
Mas magoa nunca

Eu almejo a cada dia mais
 a humildade;
Onde se encontra
a felicidade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Lua minguante

Lua minguante
Que nas noites de céu límpido
Se deita
Como quem quer dizer á humanidade
Repousem assim com eu me deito

Para que amanhã estejam preparados,
Para mais um um dia
Da longa jornada terrena

Onde quer que eu vá
Tu de mim, não desacompanha!

Entre milhões de estrelas
Seu brilho calmo, prevalece.

Sem ti a escuridão
Seria sombria e vaga

És esplêndida
Porque pela perfeita
Criação foi gerada

Para trazer á terra
Um precioso tempo
De paz e descanso.

sábado, 12 de setembro de 2015

Vale da lua


Qualquer dia vou embora 
para o vale da Lua 
Só eu e ela
Só ela e eu!

Vou construir uma casinha
simples, na imensidão branca.

Onde á noite
A lareira vai aquecer!

Pela janela 
Bem juntinhos observarmos;
O cair da neve
E o resplandecer do sol

Só eu e ela
Só ela e eu!

Qualquer dia vou embora para o vale da Lua 

Onde possamos corrermos juntos,
Sem rumo! 
Como dois bobos á se pegarem.

Só eu e ela
Só ela e eu!


Quando a tempestade, nos pegar
pelo caminho!
Ficarmos abraçados;
Para um 
ao outro acolhermos.

Qualquer dia vou embora; 
para o vale da Lua. 

Só eu e ela
Só ela e eu!.





sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Chora sabiá


Chora sabiá
Em seu cântico de chuva, que não vem

Pela vasta paisagem seca que se vê
Pelo horizonte encoberto de fumaça;
Em que matas, o fogo castiga.

Chora sabiá 
Pelos frutos, que não se seguram.

Chora sabiá 
Pelo ardente calor.

Chora sabiá 
Para que nuvens carregadas voltem logo
Para que a vida fique mais verde
E o ar fique mais límpido.

Para que tu sabiá! 
Volte á cantar  sereno nas manhãs; 
De neblina e orvalho

E não triste;
Nas tardes 
De ardente calor.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cuiabá Várzea Grande


Da ponte para lá, eu vou em busca
do meu ganha pão
Da ponte para cá eu volto para o meu aconchego

Da ponte para lá eu vou para a casa
do senhor
Da ponte para cá eu vou á casa dos meus entes

Da ponte para lá eu vou para as belíssimas e raras cachoeiras
Da ponte para cá eu vou para um 
 pântano de riquíssima natureza

Da ponte para lá, Da ponte para cá
o sol é forte

Da ponte para lá ás vezes chove,
Mas da ponte para cá, ás vezes não!

Da ponte para lá, e da ponte para cá; 
vivo eu.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sons da Minha alma

Eu prefiro o cantar do galo!
Em vez do som 
Do despertador

O soar da cavalgada!
Em vez de sons 
De motores

O cantar dos pássaros!
Em vez de sons
Dos aviões

O latir da cachorrada!
Em vez 
Do disparar de alarmes

O tocar de louvores!
Em vez do estremecer de batidas

O soar do vento!
Em vez de ruído do ventilador

O cair da chuva!
Em vez do encher da caixa d' água

O estremecer dos trovões
Em vez do barulho dos fogos.

Os sons da natureza
Em vez 
Dos sons da cidade.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Vida tão passageira!



Vida! 
Vida tão passageira!
Em instantes, segundos já se viraram.

Que em momentos
de glórias, já se estivera lutas!
E em lutas, já se estivera glórias!.

Vida que seu leito, escorrem alegrias,
e que porém as vezes; tendem a se secarem.

Vida que corre sobre rodas e passos largos.

Vida, vida se és tão passageira!
Deve ser porque
Queres nos dar sempre;

A possibilidade
De  renovarmos.


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Um poema para a vida

Respire na primavera
Caminhe ao outono
Refresque no verão
Aqueça no inverno.

Viva a vida pelos alentos da vida;
Almeje, e busque alcançar.

O carro preto um dia fará o cortejo para todos;

Mas que este não deixe rastros
de decepção
 Mas sim, os de honra.

Busque amar aqueles te injurie
Que a injuria apagada! 

Seja triplica em amor.





sábado, 27 de junho de 2015

Ás Cinco da Madrugada


Braços; e Pés trêmulos que em passos rápidos!
Já caminham, ás cinco da madrugada.

Os passos das botas ao asfalto soam,
ligeiramente ao se olhar em cada esquina;
ruas sombrias e vazias.

Precinto laços de trevas
 O medo chega á estremecer;
Mas sigo firme, 
pois a confiança no senhor
do altíssimo já me trouxera até aqui.

Ao se aproximar da oitava rua do bairro, fumaça
já sai pela chaminé!
 E  lá  se prepara!
as primeiras formas de pães da manhã.

Ao ponto de ônibus chego, porém 

Meus olhos 
tendem á dormirem.




domingo, 17 de maio de 2015

Frio; sensações!

O tempo fechou-se!

A luz se foi; 
e nuvens negras á cobriram.

Os pássaros em  revoadas;
já voltaram.

Pessoas em baixo de seus mantos
 se cobrem.

Uma bebida quente por favor!
Para minha respiração aquecer.

Preciso sair  lá fora; mas em meu 
abrigo me sinto aconchegado!

Pernas tremulas, pés frios  
e mãos quase congelando!

Os dentes após o banho 
se batem.

São essas, as doces e
 frias sensações.

domingo, 26 de abril de 2015

País Social


Gente alegre e que sorri !!
Que levanta cedo para o pão ganhar !!

E o que fazem por essa gente ?
As jogam em fornos motorizados!.

Gente que paga altos tributos, mas não reclama !!
E o que fazem por essa gente ?
Não as fornecem auxílio ao enfermo!.

Gente honesta e cheia de fé !!
E o que fazem por essa gente ?
Não dão  educação ao seus filhos.

 Parem de maltratar essa gente, ou nunca irão receberem;  
o seu patriotismo. 

Grão de areia

Um grão de areia; 
Que o vento leva!
Onde quer que caia
Entre pedras e terras
Que se misture!
Nunca perderá
A sua essência; 
De ser
Um grão de areia.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Que os bons ventos me tragam

Que os bons ventos!
Para este mar, boas ondas me tragam.

Que os bons ventos!
Tempestades não me tragam.

Que os bons ventos!
 Guiem minhas asas ao voar.

Que os bons ventos!
A calmaria me tragam.

Que esses mesmo bons ventos!
Me tragam, também você.


Minha Infância

Eu sou do tempo
Onde a criançada da escola chegavam;
E para as ruas elas corriam.

Pique esconde, jogar bola.
Rouba bandeira, dominó.

Soltar pipa, jogar betis.
Amarelinha, pular corda.

Pega pega, pega ladrão.
Bolinha de gude, rodar pião.
Queimada, corrida do saco.

Brincadeiras sadias! 
Que laços de amizade sediam.

Mas hoje em dia crianças em ruas!
Nem se quer vejo mais.

Os tempos mudaram;
Porque a tecnologia; as mudaram.


Pois a vida é assim

Pois a vida é assim!
Ela segue seu fluxo
Seu rumo
Seus desalentos
Seus desencontros
E no momento certo
coisas boas, nos reserva.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Eu gosto mesmo


Eu gosto mesmo é da cantoria no jequitibá.
Do cheiro de mato molhado;
Do cantar do galo;
Andar pelas estradas de chão, procurando dentre o cascalho, alguma pedra brilhante.
Eu gosto mesmo é do por do sol
sobre as colinas.
Eu gosto mesmo é daquela gente humilde, que mesmo de longe uns aos outros se cumprimentam.
Eu gosto mesmo é da vida simples;
E da natureza lá do sertão.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A saudade que nunca passa

Os carros passam
As nuvens passam
As ondas passam
Os pássaros passam
As horas passam
Os dias passam
As semanas, meses, anos, passam.
A vida passa
O tempo passa
Só essa saudade que nunca passa.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Eu sou da terra

Poema dedicado ao meu querido estado de Mato Grosso, e baixada cuiabana
Eu sou da terra onde canta o sabiá!
Eu sou da terra onde nuvens passam carregadas;
Mas águas não caem!!
Eu sou da terra
Onde o chão arde;
Mas as mangueiras carregam!
Eu sou da terra
Onde águas não regam;
Mas flores florescem!

E é nessa terra 
Onde canta o sabiá ;
Onde as mangueiras carregam;
E flores florescem.

Eu vivo e sou feliz.