Ele olha pela janela e vê, a criança
sobre o colo da mãe,
Felizes e sorridentes,
Se aquecem com o vapor da lareira.
Um pai que ao som do segundo grave de sonata;
Eleva seus olhos ao alento e vê o cair da
neve esplendida, e se recorda de tempos tão difíceis.
Olha pelo vidro, e á sua volta a imensidão branca,
já cobrira tudo.
Distante avista um vale, na qual algumas árvores
a neve encobriu suas folhagens;
E outras mantém seus
trocos negros e sombrios.
E ao meio das árvores, há uma estreita passagem onde
não se enxerga o fim.
De repente olha para o lado, e avista a mãe abrir a porta;
Saí ela para fora com a criança, e em um momento
que se distraí, a
inocente criança, toda sorridente já corre em disparada;
em direção ao vale da estrada sem fim.
O pai desesperado grita, e tenta correr para fora;
porém sem exito, pois a porta se tranca.
Volta ele á janela, e a sua amada, já corre
atrás do pequeno
Por um momento se volta para atrás, dá um olhar
meigo para seu amado e como um soprar do vento.
Desparece pelo vidro da janela.
De repente ele se desperta, mas ainda por longas datas;
Eis de buscar em visões de sonata, o caminho para aquele vale.
Onde sua amada, e o pequeno viverão com ele,
sem nunca mais perde-los.

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