sexta-feira, 25 de março de 2016

Naquelas manhãs de neblina


Eu quero sair como um pássaro livre

Naquelas manhãs de neblina!
Soltar minhas asas ao vento e deixar-me, levar.

  • Quero adrentrar-me na cortina branca,
Mas não quero chegar ao fim

Que o vento que me faz sentir frio,
Leve-me para aquele vale,
Onde as folhas de seus galhos já caíram

Onde eu possa esconder-me dentro de um oco troco,

E por lá, sentir o vento no soprar da neblina

E fazer um coração pulsar e inspirar
Naquelas manhãs de neblina.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Aprender vivendo

O que me deixa um pouco chateado,
É ver pessoas tristes,  
e desanimadas com a vida.

Ora! se a vida é só uma oportunidade única 
De se aprender a viver

Por que  haver o desânimo?

Porque não, sempre estar buscando ser feliz 
Fazendo  coisas boas que lhe  interessa!

De sorrir e  ser gentil com as pessoas,
Mesmo não havendo retribuição!

Trabalhar não só por dever, 
Mais como uma oportunidade 
De aprimoramento próprio.

De amar não só por carinho,
E sim, como um suportamento de tudo e todos.

E sorrir diante das dificuldades, 
As enfrentando com bom ânimo.


A vida é só uma oportunidade, 
Que Deus nos dá 
De aprender a viver

Como muitos almejam 
alcançar o reino dos céus ?

Se não aproveitam a única oportunidade, 
Que Deus nos deu,
De aprender a viver! 

Pelas coisas boas, da vida.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Lírios

Aquelas gotas que entoaram 
Nos teus vastos campos lírios

Para mim elas também chegaram!

As pétalas que para ti,
Na primavera perfumaram
No meu caminho as encontrei

Aquelas rochas que ao relevo 
Em mim estavam, 
Só em ti encontraram refúgio!

Aqueles sonhos, que sonhei para mim,
Em ti estavam!

Nas serenas madrugadas,
Meus pensamentos para perto de mim, 
Você, me traziam.

No brandar da chuva,
Como em um feixe de luz!
Você de mim, ia lentamente
desaparecendo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Pobre sabiá

 Aquele sabiá que lhe cegaram os olhos
Hoje aqui não canta mais!

Solitário nas frias madrugadas
Sussurra, em um tom de triste agonia 
Não sabendo, se novamente  o sol verá 

Pelas manhãs não sai mais
Entoando seu cântico 
Com um alegrar do dia

Pois só em tropeços!
 pode cair

Na escuridão não consegue achar seu refúgio

Pelas longas tardes por chuva, 
não implora mais.

Só me resta lembranças, de quando por chuva ele pedia,
E logo no céu, nuvens carregadas chegavam
Pela janela eu via, em um alto e oco tronco 
Se escondia e suas asas o corpo cobria

Pobre sabiá 
Te cegaram a vida
e a minha também.