quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Pobre sabiá

 Aquele sabiá que lhe cegaram os olhos
Hoje aqui não canta mais!

Solitário nas frias madrugadas
Sussurra, em um tom de triste agonia 
Não sabendo, se novamente  o sol verá 

Pelas manhãs não sai mais
Entoando seu cântico 
Com um alegrar do dia

Pois só em tropeços!
 pode cair

Na escuridão não consegue achar seu refúgio

Pelas longas tardes por chuva, 
não implora mais.

Só me resta lembranças, de quando por chuva ele pedia,
E logo no céu, nuvens carregadas chegavam
Pela janela eu via, em um alto e oco tronco 
Se escondia e suas asas o corpo cobria

Pobre sabiá 
Te cegaram a vida
e a minha também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário