Aquele sabiá que lhe cegaram os olhos
Hoje aqui não canta mais!
Solitário nas frias madrugadas
Sussurra, em um tom de triste agonia
Não sabendo, se novamente o sol verá
Pelas manhãs não sai mais
Entoando seu cântico
Com um alegrar do dia
Pois só em tropeços!
pode cair
Na escuridão não consegue achar seu refúgio
Pelas longas tardes por chuva,
não implora mais.
Só me resta lembranças, de quando por chuva ele pedia,
E logo no céu, nuvens carregadas chegavam
Pela janela eu via, em um alto e oco tronco
Se escondia e suas asas o corpo cobria
Pobre sabiá
Te cegaram a vida
e a minha também.

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