domingo, 22 de novembro de 2015

Visões para sonata


Ele olha pela janela e vê, a criança
sobre o colo da mãe,
Felizes e sorridentes,
Se aquecem com o vapor da lareira.

Um pai que ao som do segundo grave de sonata;
Eleva seus olhos ao alento e vê o cair da
neve esplendida, e se recorda de tempos tão difíceis.

Olha pelo vidro, e á sua volta a imensidão branca,
já cobrira tudo.

Distante avista um vale, na qual algumas árvores
a neve encobriu suas folhagens;
 E outras mantém seus
trocos negros e sombrios.

E ao meio das árvores, há uma estreita passagem onde
não se enxerga o fim.

De repente olha para o lado, e avista a mãe abrir a porta;
Saí ela para fora com a criança, e em um momento
que se distraí, a 
inocente criança, toda sorridente já corre em disparada;
em direção ao vale da estrada sem fim.

O pai desesperado grita, e tenta correr para fora;
porém sem exito, pois a porta se tranca.

Volta ele á janela, e a sua amada, já corre
atrás do pequeno
Por um momento se volta para atrás, dá um olhar
meigo para seu amado e como um soprar do vento.
Desparece pelo vidro da janela.


De repente ele se desperta, mas ainda por longas datas;
Eis de buscar em visões de sonata, o caminho para aquele vale.
Onde sua amada, e o pequeno viverão com ele,
sem nunca mais perde-los.