terça-feira, 27 de outubro de 2015

A corrupção

Quem é ela? 
que está infiltrada,
como uma escória,
nos berços da sociedade.

Que é o declínio moral e
ético de cidadães.


Que coloca em dor! 
o choro incessável,
da criança na fila do hospital

Que suga como um sanguessuga,
o suor exalado 
por muitos todos os dias.

Que poem em lágrimas,
a bandeira do progresso

E poem em xeque!
sonhos de uma nação.

sábado, 24 de outubro de 2015

Lembranças de um caipira


Que sardades da véia roça, meu sinhor!

Medo? medo de ladrão
Lá nois tinha não sinhor!

Pavó mermo era de cobra cascaver, 
onça braba e di assombração

Acougue? Lá nois tinha não sinhor!
Carne pra nois era mermo ovo, 
e galinha que a muié fazia.
E se enjuasse, alzor na água nois jogava
para um peixinho tentar pegá.

Café da manhã nosso, era arroz
remechido com ovo.
O leite era tirado bem cedo da vaca malhada,
nois fervia pra um baita copão tomá

Ventiladó? Lá nois tinha não sinhor!
A janela durmia aberta, pra  rede refrescá

Celulá? Lá nois tinha não sinhor!
Quando pricisasse telefoná
Na vila nois ia pra o orelhã usá

Computadô? Lá nois tinha não sinhor!
O radim com pilas, e intena de bambu,
nois conseguiá ouvi nutiças

Despertadó? Lá nois tinha não sinhor!
O véi galo qui cantava as horas pra nois

Geladera? Nois não tinha não sinhor!
Cumida nois fazia pru dia, e o pexe nois sargava 
no varar

Água incanada nois tinha, purque a roda di água
do rio nois puxava

I pra bebe no véio filtro de barro nois bebia

Moto? Nois tinha  não sinhor!
O cavalo manso nois arriava e todo aprumado
ele corria

Que sardades da véia roça
Antes do sor sair, a inchada o facão
nos ombro colocavá

Banana, laranja, mamão, chuchu, abacaxi, quiabo,
melancia, abobora, e mandioca nois plantava

Que sardades seu moço da véia roça!
Que o cansaço e a saúde tirou

E pra pertó do meus fís na cidade
nois fumos morar


I pensando na véia roça sinto sardades,
daquele tempo, que os mermos ventó 
que para lá me soprava, 
esse também di lá nos levó.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mundo irreal



Preferiria acreditar em um mundo

Que todas pessoas se amassem
E o  mal não existisse

Em que espinhos não ferissem

Onde sonhos não fossem abstratos.

E  vidas jogadas ao relento das ruas
não existissem!

Nem que sorrisos escondessem dores

O mundo de todas as coisas
Irreais.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

casinha de sapê


Vou construir uma casinha de sapê
 no mais alto daquelas
colinas.
Mas lá não haverá
cama e nem colchão

Tão pouco fogão
Nem se quer, ar condicionado.

Pois  a minha rede pelos 
pilares de madeira irá balangar

O meu fogo sobre brasas ei de me servir

A brisa gelada entre as fresta da janela, 
ressoará.

Aquele riacho que há lá em baixo, a fome
e a sede nele cessarei


Para lá levarei a bela menina,
Dela meu horizonte á fará deusa.

sábado, 10 de outubro de 2015

Prisão sem fim

Pássaros presos 
não revoam
Corações em prisão, 
não amam!

Olhos entre grades,
 não enxergam longe!

Pessoas entre guerras, 
tormentos vêm de todos lados!

Os enfermos as luzes, 
lhe cegam os olhos!

Este mundo enquanto
 é bom para alguns

Para outros
 é uma triste, 
prisão sem fim.







O eterno poeta

 O eterno poeta,
que o mundo 
talvez nunca conheça;

Mas que o coração 
Já conhece.

Um cidadão 
que busca 
ser integro e ético;

Que se dá bem 
com os bons, 
E se esforça 
Para ser melhor 
com os más.

Aquele que tem medos,
 Mas busca forças 
para vence-los.

Que as vezes 
Derrama lágrimas sozinho,
E busca em paciência 
cessa-las.

Que prefere 
não acreditar 
na impossibilidade.

Aquele eterno poeta! 
Que ninguém 
o conhece,
Porém  o coração 
já conhece.


Dias de chuva

Dias de chuva
São  sempre passageiros!

O barulho sobre o telhado 
A brisa úmida entra pela janela
O ar, inspira mais suave
E  me concedem uma paz tão pura
e natural.

Sintonizo meu som
Em  harmoniosa
música clássica.

Pego meu piano 
E tento acompanhar 

Olho pela janela
E observo cada gota de chuva cair
 Em perfeita sincronia
 Para seu espaço ao chão preencher.

Sobre as copas das árvores, 
Avisto pássaros encolhidos se acolhem

Dias de chuva
São  sempre passageiros
As vezes podem tardar á voltarem

Mas são minutos e horas
que me inspiram sempre
Em estar sempre em harmonia
  E alcançar
a perfeita paz.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Vida para um outro eu


Certa vez!
Ao ouvir cânticos de despedidas
Fiquei pensando na vida 
Que levo 
Para um outro eu

Se tenho preocupações demais, 
Tiro a paz de mim 
E de meu outro eu.

Por que  não,
levar sempre a vida
Na simplicidade?


 Se após o corpo cessar!
Só  restará de mim, 
O meu outro eu.

E quando para mim,
Cantarem despedidas

 Só quero estar com a paz de mim; 
Em meu outro eu.